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O Sentido da Vida!

 Geralmente as pessoas ficam intrigadas quando procuram pelo sentido da vida. Perguntam por que foram colocadas neste planeta, por que e para que nasceram vivenciando uma corrida legítima pelo significado da existência. Praticamente todos os livros de autoajuda sobre o assunto dizem o mesmo: você precisa encontrar sua paixão (ou seu propósito, ou sua missão), para isso, oferecem exercícios de autoconhecimento, geralmente com diferentes perguntas para você fazer a si mesmo. Estes livros, artigos, matérias e documentários estão cheios de orientações simples que podem ser aplicadas na vida facilmente, como "9 esforços para ser feliz", "Crie suas próprias regras e seja feliz", "7 coisas que você não precisa para ser feliz"... e por aí vai.

Mas a corrida pelo significado da existência começa descobrindo e alcançando o nosso Destino! A partir disso, a vida terá o seu Sentido natural.

* O que é Destino?

Destino fala não apenas de finalidade (fim), mas também de plano, projeto, intenção e propósito. A palavra se liga a desígnio, motivo, sentido de vida. Se você se sente perdido a respeito do seu propósito na vida, anime-se: você está prestes a descobri-lo em Deus.

Destino não pode ser visto como a conquista de uma partida de futebol. Nela, as condições como dia, clima, torcida, arbitragem, contusões, entre outras podem interferir diretamente no resultado. Referimos ao Destino como a trajetória de propósito que se evidencia em meio ao caminho da existência humana, carreira tal que já foi proposta, definida, estabelecida, conquista por Cristo (Hebreus 12). Não está em jogo ganhar ou perder, mas anunciar, estabelecer, fazer conhecido de todos que “é chegado o Reino de Deus”, caracterizado pela Justiça, Paz e Alegria (Rm 14).

Destino ou corrida marcada é a descoberta, vivência, desenvolvimento e proclamação da moralidade cristã. Trata-se de absorver a natureza de Cristo em detrimento da natureza corrompida que antes imperava. Na antiga natureza o exemplo era a auto preservação, na nova, a de Cristo, o exemplo é o da entrega em Amor! O Destino nesta nova vida é viver o Amor em todas as suas esferas.

* Como alcançar tal Destino?

Homem algum consegue conhecer seu destino sem a consciência plena de relacionamento com Deus! Satanás condicionou o homem numa condição meritória: "coma o fruto e você será", ou seja, no dia em que você fizer, você será (Gn 3). O homem tem extrema dificuldade em ser aceito sem precisar provar seu mérito. É o poder relacional de Cristo na cruz que tira o homem dessa condição! Logo, a relação oferecida pelo Amor e Graça levará o homem a entender a sua filiação!

Esta é a característica evidente e vital da carreira cristã. Já fomos limpos, amados, escolhidos e orientados como FILHOS (amigos), não mais como servos (João 15). Toda a vivência a partir de então é fundamentada na certeza de identidade, não mais em tentativas! Não trabalhamos para Deus, mas com Deus!

* Dizem que apelar para o destino é uma maneira confortável de levar a vida sem lutar muito, verdade?

Creio que é o inverso! Quem apela e se entrega a este DESTINO encontrará as maiores e piores lutas, crises, aflições, provações e até mesmo privações da vida. O que difere é o detalhe: tal destino muda o alvo! Estávamos enganados achando que o vazio, a perturbação de alma, a escuridão de entendimento presentes na humanidade se resolveriam quando as situações externas fossem solucionadas para nós! Procurávamos a todo custo conquistar essa nossa própria “salvação”.

Hoje, com o vazio preenchido, a alma apaziguada e a mente iluminada pelo favor voluntário do Pai (misericórdia), o foco da existência muda! Não buscamos mais sobreviver, mas viver essa relação próxima com o Pai! Constatamos que nenhuma adversidade na caminhada humana prejudica em hipótese alguma, pelo contrário, gera em nós o que somos, o que cremos e o que faremos. Assim, nem mesmo a morte física altera tal condição!

* Então, qual é o Sentido?

Já que sabemos que o Destino é cumprir o propósito da Vida, chegamos então ao desfecho! Um sociólogo definiu de forma brilhante o sentido da vida: "o fator indiscutível é que não há para o homem outro ambiente para sua existência, senão o social; o homem existe e coexiste; para ele, viver é conviver, ser com". Qual o sentido da vida? Amor.

Satanás não pôs fogo no Jardim, não criou outro jardim e apresentou ao homem como um lugar melhor ou qualquer outra opção neste sentido, ele apenas pegou as coisas que Deus mesmo criara e as trocou de ordem na sua mente e posteriormente na existência humana. Os ingredientes que eram compartilhados deram lugar à negociação em causa própria! O que contemplava a relação, agora promove o indivíduo. O que antes atendia o bem comum, agora serve ao apetites individuais. Percebeu? Ele mudou o SENTIDO!

Desse modo, a maior frustração, decepção e desespero do homem será quando chegar ao final da vida e perceber que passou o tempo todo terrivelmente enganado. O que conseguiu produzir é incompatível ao propósito de criação! Não existe frustração maior do que chegar ao fim da vida sem a satisfação de relembrar momentos sinceros e profundos de importância relacional! Por isso descobrir seu destino é importante, pois muda a sua perspectiva de satisfação enquanto se vive!

Diante de tanto, nos resta orar! Que descubramos logo e de fato o SENTIDO de nossa existência para que no fim:
Ao pensarmos no caminho, lembremos de QUEM esteve ao nosso lado; Ao pensarmos nas dores, lembremos de QUEM as sofreu conosco;
Ao pensarmos das glórias, lembremos de QUEM cooperou conosco;
Ao pensarmos nas lutas, lembremos de QUEM as suportou conosco;
Ao pensarmos nos banquetes, lembremos de QUEM estava à nossa mesa; Ao pensarmos na escassez vivida, lembremos de QUEM nos estendeu a mão;
Ao pensarmos nas reuniões e encontros, lembremos de QUEM nos segurava as mãos. Ao pensarmos nos céus, lembremos que a Glória maior será estarmos diante Dele juntos, definitivamente!

Viver "o que" sem lembrar " de quem" não tem o menor sentido! Pessoas, esse é o Sentido, esse é o nosso Destino!

Deus nos Abençoe!

* Texto de Mayron Pereira e Ana Carolina Cardoso (revista Carta Viva 23)